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Entrevista: Le Versos e Controvérsias

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http://www.leversosecontroversias.com/2015/10/chat-de-outubro-escritora-camila-gatti.html


Por: Letícia Aires  


 
"Olá Gurizada!
Depois de uma longa temporada sem entrevistas, eu to de volta com o Chat do blog.
E a convidada de outubro é Camila  Gatti, Já resenhei um livro da escritora aqui no blog ( Nas Alturas, que você pode conferir a resenha aqui)



 Confira o bate papo com a escritora!


Obrigado por aceitar o convite de trocar uma ideia com o blog Camila. Mas indo direto ao assunto,  me defina Camila Gatti?










Camila é alguém que busca acima de tudo, fazer a diferença. Estar nesse mundo e não contribuir, da forma que for, não faz sentido na minha cabeça. Há de encontrarmos algo que nos dediquemos e que faça a diferença: seja através de obras, como livros, cds de músicas, opiniões, criações, não importa. Essa busca de exercermos, individualmente, nosso papel, cumprir nossa missão é o que me norteia.




Em que momento da sua vida surgiu a Camila Escritora?










Durante o período de pré-vestibular, entre os 17, 18 anos. Lembro-me de conversar com minha avó, um dia de manhã, que queria escrever um livro, mas ainda não tinha nenhuma história moldada para contar. A ideia palpável apareceu quase que 10 anos depois, quando conheci mais de perto a vida da Marina (nome fictício), e disse que se ela me contasse tudo, sem restrições, faria da vida dela um livro, a eternizando. Marina topou, e assim nasceu a proposta do livro 'Nas Alturas'.



Quantas obras já escritas?









Tenho duas. 'Nas Alturas' e 'Crônicas e Absinto'. O Crônicas acabou sendo lançado (e escrito) primeiro, pois senti que havia a necessidade de desenvolver minha escrita, antes de preencher páginas e páginas construídas através de personagens. Precisava estruturar um método de balancear a eloquência, dimensionar a intensidade, desenvolver o uso do português. O 'Nas Alturas' iniciei a história, depois fiz uma pausa, e ao retomar sua escrita, fui até o fim, sem pensar em nada além do louco mundo da Marina..



Em Nas Alturas, a obra é baseada numa história real, se se tornasse filme que atores você escolheria para interpretar Marina e Etienne?









Acredita que consultei as amigas que inspiraram o livro, inclusive a própria *Marina, e sua pergunta 4 gerou uma grande polêmica? (risos) :) Digamos que a Marina poderia ser interpretada pela Aline Moraes, ou Scarlett Johansson... Já Etienne, aposto minhas fichas em um tipo estilo Andrew Garfield ou James Franco.




Se você pudesse escolher um autor famoso para resenhar seu livro quem seria?








Considerando a atemporalidade da vida, escolheria Jack Kerouac. Ou Nietzsche, ou então Clarice Lispector. Um dos três resenhando, ficaria mega feliz: os admiro demais, tanto por seus pensamentos, quanto pelo uso das palavras. Difícil escolher um só. :)




Quanto tempo um livro seu sai da ideia para passar pro papel?







Depende muito... O 'Crônicas' o escrevi em menos de 15 dias, sendo uma aposta interna, que seria capaz de passear por tantos assuntos aleatórios rapidamente, sem repensar o que acabasse de escrever. Naturalmente fiz uma revisão de conteúdo, mas não me censurei. Já o 'Nas Alturas', foi um projeto que escrevi por quase 10 anos: desenvolvê-lo requereu imparcialidade, e até certa dose de maturidade, que só adquiri ao longo de um tempo. entre pausas e recomeços, esse tempo passou e lapidou o diamante, ao ponto do que ele é hoje.


Tem trabalhos futuros na escrita em mente?







Tenho sim. Em mente, há mais de três livros engatilhados. Andam me pedindo o volume 2 do Nas Alturas, e já decidi que irei escrevê-lo, em algum momento. Minha intenção é humildemente escrever um livro de cada gênero literário. Escreverei em breve um livro de suspense futurista, um romance nostálgico/vintage baseado em fatos reais, outra biografia autorizada inspirada em fatos reais, e um delicado livro sobre vidas/pessoas. :)



- Um sonho: 








que as pessoas verdadeiramente sejam quem elas realmente são.









Um medo:








que a honestidade vire artigo raro.









Uma conquista:








pensar de modo independente, 'fora da caixa'.









Que recado você deixa para os leitores do Le Versos E Controvérsias?








Primeiramente, agradeço de coração pelo convite do Le Versos E Controvérsias: é um prazer ser entrevistada por uma blogueira que resenhou meu livro de uma forma tão única, tão espontânea, tão admirável, tão especial, que toda vez que releio e vejo sua foto ao ler o livro, amo mais um pouco, me divirto mais um pouco. :)
Meu recado aos leitores é: não tenham medo de pensar por si. Não tenham medo de redirecionarem suas rotas pessoais, frente às adversidades. Abrir mão de seus sonhos culminará em arrependimento, então para que desistir? Que cada um crie dentro de si sua fonte inesgotável de inspiração, e que nela, a cada noite, mergulhe e renove suas forças, para chegar aos seus objetivos. Sejam criativos, mantenham-se de coração puro, e busquem cercar-se de pessoas que te querem bem. Plantem sementes de Luz no caminho, para que o mundo ao seu redor reflita essa positividade.


♥♥♥
Vocês podem saber mais da autora na sua página do facebook aqui
E no seu  instagram aqui!

E ai ? curtiram o bate-papo? Conhecem alguma obra dessa simpaticíssima autora?
Me respondam nos comentários!"
 

Entrevista: Garota dos Livros

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 http://garotadoslivros23.blogspot.com.br/2015/07/entrevista-com-camila-gatti.html



Realizada por: Velaine Florindo


"Bom dia!
Como vocês estão?
Hoje temos a primeira entrevista no blog!
A entrevista foi a maravilhosa escritora Camila Gatti,fique super feliz com a oportunidade espero que gostem e comentem muito!
Beijos *-*


Um pouco sobre Camila:

Camila Gatti é formada em Administração com ênfase em Marketing. Atua como escritora desde 2011. Seu primeiro projeto/livro foi uma coletânea de crônicas, no qual abordou diversos assuntos, totalizando 41 crônicas. Atualmente ela tem 04 projetos engatilhados. Dois deles já estão em andamento, os outros dois ainda estão na etapa de  planejamento. Ela busca manter o mistério, mas deixa uma dica: sua intenção é escrever um livro de cada gênero literário. Seus livros publicados são: Crônicas & Absinto e Nas Alturas.

Entusiasmada, curiosa pela vida, em saber como tudo funciona. Dedicada em fazer sempre o melhor, seja na vida pessoal ou profissional. Quando criança, perguntava milhões de porquês à mãe; agora adulta, mergulha nos livros, filmes e conversas em busca das respostas. Fascinada pela natureza criada por Deus, ama também a metrópole construída pelo homem. Acredita que cada atitude e/ou pensamento faz diferença. Brilhante como a Luz, é assim que quer ser. Recentemente recebeu a comenda de Membro Imortal Correspondente 36 da Academia de Letras do Brasil/ Seccional Araraquara (primeira Academia Mundial da Ordem de Platão), o Prêmio Melhores Poetas Lusófonos 2015 (evento realizado pela Editora Mágico de Oz), e o convite a integrar o quadro acadêmico da Academia de Letras e Artes de Fortaleza.



1°Quando descobriu que queria escrever? De onde surgiu as inspirações para os Livros?

Assim que iniciei na faculdade, aos 19 anos, surgiu uma vontade latente de escrever um livro. Acabei me dedicando à faculdade, me formado em administração, redirecionei meus interesses para o meio acadêmico e profissional, e essa vontade de escrever ficou um tempo na ‘gaveta’, digamos assim, até surgir uma ideia concreta de uma história (ou foco) a desenvolver em narrativa.


2° Você tem algum ritual para escrever? Quais?

Nada muito específico: costumo ouvir músicas enquanto escrevo, assim como assisto muitos seriados durante o período que estou desenvolvendo a história. Outro ritual que tenho é deixar sempre na cabeceira da minha cama um caderno com uma capa de couro e uma caneta, pois algumas inspirações muitas vezes surgem no meio da madrugada (riso)... Aí costumo anotar a ideia principal, ou às vezes as desenvolvo por completo.


3° No início,que tipo de escritor/livro te influenciou? e agora?

Até hoje gosto de escritores como Hermann Hesse, Clarice Lispector, Anne Rice, Nietzsche, Jack Kerouac, Taylor Caldwell, Machado de Assis, Dylan Thomas, Augusto dos Anjos e Fernando Pessoa, assim como leitura sobre zen budismo e espiritismo. Digamos que ampliei meu círculo de interesse em diversificar gêneros literários, em vez de gostar de autores em específico. Como amo cinema, busco muito me inspirar em diretores, cineastas em geral: tenho sempre a intenção de escrever livros que se traduzam visualmente, como se as palavras pulassem do papel para criar uma imagem, entende? Adoro David Lynch, Martin Scorsese, Danny Boyle, Quentin Tarantino, Christopher Nolan e David Fincher, para citar alguns.


4° Quanto tempo demorou para escrever seu primeiro livro?

O ‘Crônicas e Absinto’ foi meu primeiro lançado: o escrevi em menos de 15 dias. Havia recentemente assistido o filme Sem Limites, com Bradley Cooper no elenco, e decidi fazer um desafio pessoal, em escrever em um espaço-tempo determinado. Estava passando por um bloqueio criativo na época, e ter lançado esse desafio a mim mesma foi a inspiração que precisava. Foi divertido ter concluído o livro em aproximadamente 10 dias: aprendi a permitir que meu fluxo de pensamento criasse um método particular de estruturação das ideias.


5 ° Acredito que o livro "Nas Alturas" tenha sido muito polêmico,li resenhas que o elogiava e outra que o criticava,como você lida com os elogios e criticas?

Em ambos os casos costumo lidar (com críticas) da mesma forma (com que lido com elogios). Claro que críticas/elogios vazios não se equiparam a elogios/críticas fundamentadas construtivamente, no papel de leitor ‘observador’. O ‘Nas Alturas’ é controverso, é polêmico, principalmente por eu ter escrito esse livro inspirado em fatos reais. A Marina é uma mulher que tem suas próprias regras, mesmo que a sociedade ou valores morais não ‘concordem’ com ela. Há quem abrace a diferença, e viva a experiência de ler uma história singular, e há quem a rejeite sem ao menos dar uma chance, onde somente o julgamento é capaz de justificar a leitura. Entendo que ninguém é perfeito. Por fomentar reações de amor/ódio, opiniões entre 8 e 80, foi um dos fatores que despertou meu interesse em escrever a vida da Marina. Vale à pena apresentar uma proposta de romance que raramente se lê por aí.


6 ° Quando surgiu "Crônicas e Absinto"?

O ‘Nas Alturas’ era um projeto em desenvolvimento anterior ao ‘Crônicas e Absinto’, por incrível que pareça. Senti a necessidade de criar uma metodologia quanto à escrita, de modo a simplificar a primeira experiência em escrever um livro. Criar personagens e manter continuidade da história é tão complexo quanto escrever uma crônica, mas a vantagem, a meu ver, de escrever crônicas, é a exposição de opiniões frente ao cotidiano, sem uso de personagens ou diálogos. O ponto central é a vida no presente, é ‘sentar’ diante da vida, observá-la, entender sua opinião sobre tal assunto, e abordá-lo de forma que o pensamento holístico seja predominante.  Decidi abordar questões geralmente consideradas tabus, como política, religião, fé e até mesmo o 'ter opiniões próprias'... Curiosamente publiquei o livro um tempinho antes de muitas situações emergirem no país, como as passeatas e reivindicações por qualidade de vida, que tanto engajaram a sociedade de modo uníssono. Penso que a beleza em ser cronista é essa liberdade em expor fatos à luz, sem rodeios, deixando o leitor refletir sozinho e criar sua própria opinião. Senti que poderia aglutinar, em um só livro, vários assuntos aleatórios, sendo um diferencial do livro, pois geralmente escritores costumam abordar um único tema/assunto. O "Crônicas e Absinto" é um ‘melting pot filosófico e reflexivo’.


7°Em questão da publicação de seu primeiro livro: O que foi mais difícil desde a obra pronta até seu Lançamento?

Cada experiência é única, tanto de livros, quanto de escritores. É difícil depender de livrarias, editoras, sendo, em alguns casos, o seu livro ‘mais um’ em seus catálogos. Digamos que, onde há pessoas, há interesses individuais. A sorte está em ser comercializada por pessoas que possuem os mesmos interesses que você, escritor. Atualmente o ‘Crônicas e Absinto’ está sendo comercializado somente e diretamente por mim, pois comprei os direitos autorais junto à editora. É um desafio burlar o sistema, mas decidi fazer desse modo, em relação a este livro em específico.


8° Tem projetos para mais livros?

Tenho sim: há alguns projetos sendo desenvolvidos, outros anotei para serem escritos em um futuro próximo. Minha intenção particular é lançar um livro de cada gênero literário. Espero humildemente conseguir realizar essa proeza.


9° Você acha que existe muito preconceito com escritores nacionais?

Não entendo como preconceito, e sim como interesse comercial em livros/escritores estrangeiros. Tudo depende de investimento financeiro, marketing, e quanto mais globalizado o mundo se encontra, mais a ‘moda do momento’ busca homogeneidade. Acredito ser algo oriundo do inconsciente coletivo, pois há diversos escritores no mundo, principalmente no Brasil. A aposta em publicar um escritor nacional (ainda) desconhecido não parece seduzir algumas editoras que priorizam o (já) escritor best seller internacional. Quem tem o poder de quebrar esse círculo vicioso é o leitor.


10° O que costuma ler, escutar e assistir?

Resposta: Costumo assistir muitos filmes e seriados, leio pontualmente gêneros literários que sejam diferentes das histórias que estiver desenvolvendo no momento. Adoro música, ouço constantemente rock, trance, pop, instrumental e outros gêneros, exceto funk, heavy metal e pagode. Tenho lido livros do segmento espírita, pois dentro deles há muitas respostas, apesar de não seguir o espiritismo. Livros do André Luiz, Hammed e Ermance Dufaux estão entre meus favoritos.


11° O que acha dos escritores atuais? E os mais antigos?

Independente de escritores atuais ou antigos, gosto dos que possuem ideias originais, que escrevem histórias originais, de forma a desenvolverem uma escrita que imprima sua marca, como escritor. Com certeza há talentos especiais que ainda não foram descobertos pelo mainstream, que ainda estão buscando seu espaço. A singularidade é o que salta aos meus olhos: para descobrir, há de se garimpar.


12° A divulgação que os igs,blogs e youtubers fazem é importante?

É mega importante.Entendo que o buzz marketing é a ferramenta que blogueiros utilizam de maneira perfeita. O uso de redes sociais (blogs, igs, vlogs, facebook, twitter, etc.) é amplamente utilizada como uma malha subterrânea, frente às mídias de veículos de massa, como jornal, revistas, sites, etc. Ser divulgado por blogs/igs/youtubers, e assim ser apresentado a milhares de leitores/seguidores daquele formador de opinião (que é o blogueiro), é também uma forma oficial de divulgação. Mesmo não estando na propaganda da TV, por exemplo, nossa obra torna-se conhecida por pessoas que contam para outras, que compartilham, curtem, se interessam e assim a ‘pequena bola de neve’ que o blogueiro iniciou, ao solicitar parceria, por exemplo, encontra sua finalidade como se tornar uma ‘avalanche’. O desdobramento da divulgação, através das resenhas e entrevistas, oferecem ainda mais espaço positivo.


Camila muito obrigada pela oportunidade de fazer essa entrevista,queria pedir para você deixar um recado para nossos leitores e futuros escritores!

Primeiro, agradeço de coração a você e à todos os blogueiros, que fomentam a literatura de uma forma tão simpática e informal. Agradeço pela oportunidade em ter sido lida por você,Velaine, e por essa entrevista. Meu recado é um pedido, na verdade: sejam ousados diante da vida, seja no mercado de trabalho ou na vida pessoal. Ousem ter opiniões próprias, sejam curiosos pelo conhecimento, busquem desenvolver o dom que Deus deu a cada um de vocês. Parece clichê dizer isso, mas acreditem até o fim, do que vocês, individualmente, são capazes de fazer. O mundo é formado de contribuições genuinamente individuais. Lógico que haverá questionadores ou obstáculos no meio do caminho, que desencorajarão suas ações, mas que estes fatores se tornem um combustível para o sucesso de cada um de vocês. Utilizem as redes sociais de forma positiva, elogiando, contribuindo, criando assim uma sociedade em paz, feliz, erradicando o egocentrismo, a inveja e a maldade. Deem essa chance de realmente fazer a diferença. :) "

Entrevista: Intoxicados por Livros

(clique na imagem)
http://intoxicadosporlivros.blogspot.com.br/2015/03/entrevista-camila-gatti.html

Escrita por: Joice Ol


"Oi pessoas, o blog anda um pouco parado pelo fato de estrarmos um pouco atarefadas, mas estamos pensando em abrir vagas para resenhistas, assim nos ajudando a manter o blog em ativa, enquanto isso não acontece, vamos levando da maneira que der haha.

Hoje estou trazendo para vocês uma entrevista com a querida escritora Camila Gatti. Antes vamos conhecer um pouco mais de seu trabalho:

Sinopse 'Nas Alturas': Marina é uma bela aeromoça acostumada a conquistar corações por onde passa. Franceses, italianos, israelenses, todas as nacionalidades são vítimas dos seus encantos tipicamente cariocas. Consciente de suas habilidades, ela prefere não se apegar a ninguém e deixa suas marcas em todos os lugares do mundo. A cada nova experiência, Marina se realiza plenamente como mulher, livre para fazer apenas aquilo que seus desejos mandam. Porém, suas escolhas também têm desvantagens, e ela começa a pensar se tanta liberdade vai conseguir preencher os espaços dentro de seu coração. (Inspirado em fatos reais.)



Sinopse oficial do 'Crônicas e Absinto': O que você quer da sua vida? Está na fase em que somente a correria do dia a dia não o preenche mais? Sente um vazio existencial ou cansou do joguinho de depositar no outro suas expectativas, seu amor, seu futuro, seus sonhos, sua vida ou até mesmo suas frustrações? Pensa que chegou a hora de dar uma guinada na vida e ser uma pessoa melhor, realmente ser feliz e realizada? Ter o que oferecer ao outro, a si mesmo e ao mundo é maravilhoso: a contribuição de cada ser humano é essencial, tal qual cada grão de areia na praia. Convido você a fazer uma reflexão, a fi­m de participar deste fascinante mundo da evolução; muito se fala, pouco se faz; muito se perde nos ruídos e no excesso visual mundano. *Está na hora do divino iluminar cada um.* Seja na arte, nos campos da ciência, na medicina, nas exatas e na religião, somente com a criatividade e a ousadia individual é possível adquirirmos conhecimentos culturais, econômicos e sociais, incluindo os avanços tecnológicos, decidindo, assim, a ascensão do futuro da humanidade. Se isso instigou você lá dentro é porque chegou a hora de despertar. Aproveite. 

Sinopse do livro 'Crônicas e Absinto', sob a perspectiva da escritora: E assim, o pensamento é contado, para maravilhar seus olhos, instigar sua mente, te fazer sorrir, pensar e te elevar a um nível superior :). 41 crônicas escritas em formatos de histórias fabulosas, reflexões, conversas-de-bar, pensamentos políticos, filosofia analisada, indicações de filmes/livros/citações diversas, oferecidas em forma de novos ares. 



-O QUE TE INSPIROU NA CRIAÇÃO DA OBRA?
 Minha inspiração foi a vontade de expor pensamentos diversos ao leitor, em um só livro. Apresentar temas que, para alguns, são considerados tabus, buscando escrever de um modo leve, direto, divertido e sincero. O que me move é sair do lugar-comum, dar a chance do leitor pensar junto comigo e sentir como é bom ter opiniões próprias e pensar por si. 


-ATÉ QUE PONTO PRETENDE CHEGAR COM OS LIVROS?
 Até onde Deus me permitir. Escrever é como respirar: o escritor vive através de suas palavras. Viver eternamente é um presente divino. Minha humilde pretensão é escrever um livro de cada gênero literário.

-TEM MUITOS PROJETOS PELA FRENTE?
 Tenho sim :) . Recentemente publiquei o livro 'Nas Alturas', que é uma história inspirada em fatos reais, pela Editora Empíreo. 'Nas Alturas' é um romance/aventura alucinante, onde o leitor viaja pelo mundo e descobertas da Marina, personagem principal. (http://www.skoob.com.br/livro/389667-nas-alturas-the-red-book). Tenho projetos futuros já em andamento, mas isso por enquanto é segredo. :)

-COMO SE SENTE QUANDO VOCÊ VÊ QUE AS PESSOAS ESTÃO GOSTANDO DO SEU TRABALHO?
 Me sinto muito feliz. É uma sensação única, uma vez que o leitor se envolve pela trama narrada, ou pela crônica escrita. Receber um feedback é sempre muito gratificante, pois sinto que o objetivo foi alcançado, que é tocar o coração de quem lê.

-COMO LIDA COM AS CRÍTICAS, SENDO ELAS CONSTRUTIVAS OU NEGATIVAS?
 Busco lidar bem. Ouço críticas da mesma forma que ouço os elogios: sempre busco ouvir imparcialmente, sem levar para o lado pessoal. Críticas, sejam construtivas ou negativas, são sempre muito bem vindas, assim como elogios sinceros. Motivam a seguir adiante, sempre melhor."

Entrevista: Desbrava(dores) de livros

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http://desbravadoresdelivros.blogspot.com.br/2014/08/o-autor-da-vez-05-camila-gatti.html#more


 Desbravadores: Olá, Camila. Obrigado por aceitar conceder essa entrevista ao blog. Primeiramente, gostaríamos de saber como você entrou no mundo das palavras. Em que momento você decidiu que gostaria de escrever um livro?
Camila: Eu que agradeço a atenção e interesse do blog. Durante o período de faculdade, tive o interesse em escrever um livro, porém não tinha em mente uma ideia a desenvolver. Posteriormente fui inspirada a escrever uma história, sendo esta o catalizador para um talento que se encontrava latente, que era a paixão pelo idioma portugues. A partir dessa ideia, senti que esse era um caminho sem volta: escrever histórias era a minha real paixão.

Desbravadores: Qual foi a sua maior dificuldade ao publicar o seu primeiro livro?

Camila: A maior dificuldade é ter seu original aceito pelas editoras. Esse tempo de espera, sendo 6 meses uma média estimada, aguardando a resposta se o seu livro/original é aceito (ou não) a ser publicado, penso ser exagerado. Sou muito sincera, e prezo por essa simplicidade em se dizer a verdade, então resumo essa dificuldade em dois momentos: o início, não sendo uma autora ‘famosa’, não há interesse das editoras em publicar, sendo que algumas sequer dão algum tipo de feedback; se você/autor não recebe uma resposta, é porque não foi selecionado. As editoras brasileiras dão muito valor às traduções de best-sellers internacionais, o que penso ser um desperdício de talento nacional. Outro caminho é você/autor custear parte da sua tiragem, após avaliação do seu original, sendo possível ser lançado no mercado literário. É uma opção viável para o talento ser apresentado ao público em geral, o que admiro a iniciativa de algumas editoras em abrir tais portas.

Desbravadores: Quais dicas você dá para os escritores que estão começando agora, Camila?
Camila: Acredite em seu potencial; escreva sobre tudo que sentir vontade, não se prenda a um único gênero literário. Permita ser você mesmo, desenvolver suas histórias, não acredite nessa lenda urbana que ser escritor brasileiro não dá dinheiro. É tudo uma grande bobagem. Todo talento, quando reconhecido, gera lucro. Busque seu espaço no mundo, tenha um blog, arrisque expor suas ideias. Escreva, colocando sua paixão nas palavras; Deus, com certeza, há de recompensar sua iniciativa.

Desbravadores: Todo escritor, normalmente, é também um grande leitor. Conte-nos: quem são seus autores favoritos? Quais são os autores que mais te inspiraram na hora de escrever?

Camila: Amo Hermann Hesse, Clarice Lispector, Anne Rice, Nietzsche, Jack Kerouac, Taylor Caldwell, Dylan Thomas, Augusto dos Anjos, Fernando Pessoa e suas personas, Paulo Coelho, Arnaldo Jabor, dentre outros tantos escritores. Amo, principalmente, os cineastas. O cinema e suas imagens visuais são minhas grandes fontes de inspiração. Quando estou a escrever um livro, não tenho o costume de ler outros autores, pois tenho receio da influência silenciosa, no nível do subconsciente. Nesse período, gosto mesmo é de ver filmes e séries de TV, onde a trama se desenvolve em um pequeno espaço-tempo fixo; busco criar um livro onde todas as frases são o clímax. Sei que é difícil acertar nesse alvo, mas busco isso incansavelmente. Outra fonte de inspiração são artes em geral, produzidas por escultores, pintores e fotógrafos. O Museu do Louvre, em Paris, está recheado de inspiração.

Desbravadores: Qual livro você gostaria de ter escrito? Já aconteceu de você ler algo e pensar “Por que eu não imaginei isso antes?”.
Camila: Sinceramente? Foram pouquíssimas vezes, mas confesso que gostaria de ter escrito “O lobo da estepe”, de Herman Hesse, e principalmente, um texto da Isabel Mueller (astróloga e escritora), chamado “Despertar”. Ambos são minhas fontes de inspiração.

Desbravadores: No Brasil, claramente, o romance é bem mais valorizado do que as crônicas, contos e poesias. Você já percebeu algum tipo de rejeição ao seu livro por ser uma antologia de crônicas?
Camila: Há quem não tenha interesse algum pelo livro, há quem queira ler por simplesmente quebrar o tabu do lugar comum, pelo fato de ter abordado um assunto diferente em cada crônica. Opiniões são sempre muito pessoais, e ter escrito este livro ratifica a posição de que livros fora do segmento de romances é estar fora da caixa da expectativa gerada pelo leitor. Mesmo não sendo proposital, ao abordar tantos assuntos diferentes, sinto (felizmente) que, ao ter escrito o “Crônicas e Absinto”, busquei dar uma chance ao leitor de enxergar o mundo de um modo ‘pop’, mantendo ( no ar) o questionamento: se interessar pela opinião é também se interessar por uma história, é se permitir, em poucas páginas, adentrar e viver a visão do mundo pelos olhos do autor, através de suas ideias contadas. Gosto mesmo é do debate, é sair de cima do muro. Secretamente posicionar o leitor diante de si mesmo, esse é meu real interesse.

Desbravadores: Em muitas crônicas suas, vemos um ar de revolta com o sistema brasileiro, com a politica e, até mesmo, com a atitude do povo brasileiro em geral. Você acha que o Brasil está em um momento tão crítico assim? Na sua visão, o que precisa ser melhorado?
Camila: Acredito sinceramente que o Brasil possui um imenso potencial, porém há de se tomar atitudes diariamente para que a ‘ordem’ e o ‘progresso’ seja além de um mantra esquecido, impresso em uma bandeira. Se você pesquisar, até onde sei, somente o Brasil possui uma bandeira onde há frases escritas, em vez de somente símbolos e/ou cores. A insistência em se fazer lembrar que o Brasil é um país rico em recursos naturais e potencial humano é necessário, considerando que a dormência e negligência em se ter opiniões enquanto cidadãos é diária. Já viajei para alguns países, e é nítido o engajamento e interesse em suas culturas. Sinto que o brasileiro é preguiçoso, no sentido de falta de interesse em si mesmo. Faltam horas para pensar em si mesmo, visto que as pessoas cumprem 8 (ou mais) horas de trabalho, não restando tempo para reflexão individual. Para alguns, suas vidas são simplesmente o cumprimento de suas rotinas. Falta também a auto-estima em se achar interessante o suficiente, fator que o americano tem de sobra em seu DNA, cultura que admiro em vários aspectos. Se tudo estivesse às mil maravilhas no Brasil, não haveria tanta insatisfação e letargia no ar. A revolta, basicamente, é frente à passividade do brasileiro em deixar tudo acontecer e nada fazer. Se minha visão de mundo parece revoltosa, aproveito o espaço e me explicito: minha visão de mundo é apaixonada e vívida, onde se contentar com pouco não faz parte do meu estilo de vida.

Desbravadores: Qual a sua crônica favorita no livro? Por quê?
Camila: Tenho duas  favoritas: a ‘Sobre as estrelas’, e a ‘Um sonho’. São duas crônicas que estimulam o indivíduo, seu senso crítico, sua visão de mundo, sua imaginação; sinto uma positividade latente, de que tudo é possível, de acordo com o que você acredita, independente do mundo exterior.

Desbravadores: Camila, muito obrigado, novamente, por conceder essa entrevista. Agora o espaço é todo seu: deixe uma mensagem para seus leitores e futuros leitores, apresente um novo projeto, enfim... O palco é todo seu.

Camila: Se interesse por tudo ao seu redor, mantenha-se curioso diante da vida; não aceite a falta de interesse que paira no ar, não aceite o lugar-comum: posicione-se diante da vida, tendo suas opiniões, buscando saciar suas vontades, seus desejos e assim conquistar suas vitórias.
Referente a projetos, este ano será publicado pela Editora Empíreo o livro “Nas Alturas (the red book)”, que narra, em detalhes explícitos e sem julgamentos, a vida de uma comissária de bordo, em forma de aventura romanceada. Inicialmente publiquei este livro de modo independente, via ebook no site da Amazon: posteriormente assinei um contrato com a Empíreo, a ter seu lançamento estimado para Novembro deste ano, em versões ebook e impresso. Meu editor, Filipe Laredo, me dá um apoio incondicional, o que me faz muito feliz ser representada por uma editora que tem, como slogan, fazer livros apaixonantes, sendo exatamente o caso da Marina, protagonista do livro: ela tem uma vida apaixonante, recheada de amores internacionais, dilemas e histórias narradas através de viagens ao redor do mundo, tudo vivido no ‘volume máximo’, como gosto de dizer :).
Atualmente estou escrevendo dois novos livros: “The Wannabes”, que será um delicado livro sobre pessoas, e o “No Fundo do Mar”, que será um suspense investigativo, de temática futurista. No mais, desejo sucesso a todos. O palco é nosso.